Melhores Fundos de Investimento do Brasil em 2019

Participantes da criação da metodologia:

Ibmec: Reginaldo Nogueira e George Sales

Infomoney: João Sandrini e José Tibães

 

O Ranking Infomoney - Ibmec tem o objetivo de premiar os gestores mais consistentes da indústria de fundos de investimento. A iniciativa partiu da ideia de que os rankings existentes atualmente favorecem aqueles fundos que tiveram uma janela extremamente positiva em um curto período (de até um ano), mas não consideram a capacidade dos gestores gerarem retorno no longo prazo (em até 3 anos), o que pode levar o investidor a uma tomada de decisão equivocada visto que deveria trocar periodicamente de fundo para obter a melhor performance. Sabe-se que, na prática, o investidor que adere a um fundo de investimento deseja comodidade e performance frente ao risco assumido.

Categorias de Fundos:

Para a primeira edição do Ranking Infomoney, foram observadas 4 classes de fundos diferentes de acordo com a classificação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários):

- Renda Fixa Crédito Privado

- Multimercado

- Ações

- Fundos Imobiliários

Além de uma menção honrosa para uma gestora de fundos de investimento de impacto social. Tais classes de fundos tiveram destaque importante na indústria em 2018. Somente os fundos Multimercados e de Ações representaram, aproximadamente, 85% da captação total da indústria no ano. Além disso, os fundos de crédito privado foram os grandes destaques dentro da categoria Renda Fixa, enquanto os Imobiliários se sobressaíram entre os Alternativos.

 

Metodologia Utilizado para o Prêmio

Filtros: Para evitar que fundos não distribuídos ao investidor comum fossem considerados na amostra, considerou-se alguns filtros no universo de mais de 16 mil fundos registrados na CVM. Além disso, fundos com patrimônio reduzido foram desconsiderados, dado que em alguns casos, esses fundos podem ser favorecidos por executarem operações inviáveis para veículos com patrimônio elevado, dado sua agilidade e facilidade de negociação em ativos com mais baixa liquidez de negociação.

Seguem abaixo os filtros utilizados em cada uma das categorias do prêmio:

Fundo de Renda Fixa Crédito Privado:

  • Patrimônio médio (36 meses) superior a R$100 milhões nos últimos dois semestres e de 50 milhões por semestre nos 4 anteriores (PL por semestre);
  • Quantidade de cotistas superior a 50;
  • Não exclusivo;
  • Taxa de administração superior a 0,10% a.a.;
  • Histórico superior a 36 meses;
  • Sufixo Crédito Privado; e
  • Volatilidade (12 e 36 meses) inferior a 1% a.a.

 

Fundo Multimercado:

  • Data base: 31/07/2018
  • Patrimônio médio (36 meses) superior a R$100 milhões nos últimos dois semestres e de 50 milhões por semestre nos 4 anteriores (PL por semestre);
  • Quantidade de cotistas superior a 50;
  • Não exclusivo;
  • Não restrito;
  • Taxa de administração superior a 0,10% a.a.;
  • Histórico superior a 36 meses;
  • Sem Sufixo Crédito Privado;
  • Volatilidade (12 e 36 meses) superior a 2% a.a.; e
  • Exclui-se Fundos Capital Protegido.

 

Fundo de Ações:

  • Data base: 31/07/2018
  • Patrimônio médio (36 meses) superior a R$100 milhões nos últimos dois semestres e de 50 milhões por semestre nos 4 anteriores (PL por semestre);
  • Quantidade de cotistas superior a 50;
  • Não exclusivo;
  • Taxa de administração superior a 0,10% a.a.;
  • Histórico superior a 36 meses; e
  • Exclui-se Fundos Monoações, fundos Fechados de Ações, Ações FMP-FGTS, Indexados e Setoriais.

 

Razões adicionais para o prazo de 36 meses: Entende-se que os fundos são investimentos de longo prazo. Um estudo elaborado pela XP Investimentos mostra que, considerando o principal índice de fundos multimercados da indústria, o IHFA (Índice de Hedge Funds da Anbima), desde o início da série em 2008, quando analisamos mensalmente janelas de 12 meses, percebemos que em 73,17% das vezes o índice supera o CDI. Entretanto, quando analisamos janelas de 36 meses, notamos que esse indicador sobe para 98,99% das vezes. Portanto, considerou-se que 36 meses deve ser a janela ideal para a análise de um fundo de investimento para premiação justa dos gestores.

Para os fundos multimercado, ações e imobiliários, utilizou-se o Índice de Sharpe como métrica para o ranking. No caso dos fundos de Renda Fixa Crédito Privado, por possuir volatilidade extremamente reduzida, proporcionam um Índice de Sharpe significativamente maior e sem sentido comparativo. Dessa forma, a metodologia do estudo limitou a volatilidade dos fundos dessa categoria e adotou-se o retorno simples para efeito de comparação.

Sharpe: O Índice de Sharpe, criado por William Sharpe (Nobel de Economia em 1990), é um indicador que permite avaliar a relação entre o retorno e o risco de um investimento. Ele mede qual é a relação entre o retorno excedente ao ativo livre de risco e a volatilidade. Para o ativo livre de risco, escolhemos o CDI.

Na conceituação do índice, teoricamente, quanto maior o Índice de Sharpe, melhor a performance da carteira. Isto é verdade até um ponto, pois, como qualquer índice, o de Sharpe não deveria ser interpretado isoladamente; fatores de preferência/satisfação do investidor, tais como grau de aversão ao risco, retorno esperado etc., devem ser considerados para uma tomada de posição. Contudo, como a premiação já é segregada por classificação de Fundos (Renda Fixa Crédito Privado; Multimercado; Ações e Imobiliários) elimina-se o efeito referente à aversão, preferência ou esperança de retorno, uma vez que o investidor ao aderir a uma dessas classificações entende o risco assumido.

 

Construção do Ranking:

A construção do Ranking considera os seguintes passos:

  • Considerou-se um período de 3 anos para a análise;
  • Divide-se o período em 6 janelas semestrais, dado que o “ciclo natural” de uma gestora de recursos ocorre semestralmente, principalmente, com a cobrança da taxa de performance e pagamento dos bônus da equipe;
  • Para cada semestre, calcula-se o Índice de Sharpe de cada fundo (obs.: no caso de renda fixa, dada a volatilidade próxima a zero, considera-se o retorno);
  • Para ponderação entre os fundos dentro de cada semestre, considera-se que o fundo de maior Índice de Sharpe de cada semestre tem pontuação 100, enquanto o fundo de menor índice de Sharpe fica com pontuação 0. Já os fundos intermediários têm uma pontuação de 0 a 100 padronizada de acordo com os valores do Índice de Sharpe máximo e mínimo;
  • Dessa forma, cada fundo possui uma pontuação de 0 a 100 para cada um dos semestres analisados;
  • Para ajuste de importância de cada semestre, considera-se para ponderação a pontuação de cada semestre por um percentual arbitrado, conforme tabela abaixo:

 

Ano-semestre

2018-2

2018-1

2017-2

2017-1

2016-2

2016-1

Ponderação

25,0%

25,0%

20,0%

15,0%

10,0%

5,0%

 

 

  • O critério da arbitragem para ponderação do semestre considera que, sendo a periodicidade de aplicação do prêmio anual, os pesos de importância devem ser iguais para o primeiro e segundo semestres de 2018 (em 25% para cada), mas à medida que o semestre se afasta do ano a ser premiado, menor deverá ser o seu peso de importância, neste caso foi adotado um decaimento de 5% para cada semestre. Dessa forma, o ano de premiação do fundo representa 50% do valor total a ser considerado para a formação do ranking, sendo necessário que o gestor também apresente uma boa performance nos demais semestres, anteriores ao ano da aplicação do prêmio para ser considerado vencedor, ou seja, a eficiência do gestor ao longo do tempo deve ser considerada; e
  • Por fim, soma-se a pontuação ponderada, chegando em um valor final que pode variar de 0 a 100 para formação do ranking e o fundo com a maior pontuação será o vencedor.

 

Fonte: Infomoney.com.br

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