Geração Y representa desafios para o mercado de trabalho

Nascidos entre 1980 e 1990, os jovens que fazem parte da geração Y têm características bastante particulares. Criados em meio a inovações tecnológicas já bem estabelecidas, estão acostumados a muita ação, estímulos variados e múltiplas tarefas sendo realizadas ao mesmo tempo. Sendo assim, quando inseridos no mercado de trabalho, esses profissionais representam um desafio para empresas e organizações. Segundo pesquisa encomendada pelo Ibmec e realizada pelo Instituto Locomotiva, com 220 CEOs e diretores, 69% dos executivos admitem que suas empresas não estão preparadas para lidar com a ansiedade da geração Y.

A velocidade com que trabalham e pensam os profissionais que fazem parte da geração Y faz com que sejam muito motivados e que gerem resultados rapidamente. Entretanto, a ansiedade e a capacidade reduzida de lidar com frustrações acabam se fazendo muito presentes. Manter os profissionais engajados é a chave para a retenção destes talentos. “Conexão, acesso à informação e colaboração representam atributos valorizados pelos Millennials e qualquer empresa que os possua como público-alvo deve se atentar para essas características”, diz Márcia Malvina, professora do Ibmec/DF.

A dificuldade, entretanto, não reflete na intenção de contratação. 58% dos entrevistados afirmaram que o perfil geracional do candidato é importante ou muito importante na hora da contratação e, dentre eles, 24% afirmaram dar preferência para contratar profissionais da geração Y. Muitas empresas vêm adaptando alguns modelos de gestão para conseguir não só atrair, mas também manter esses novos profissionais. Gestões cada vez mais horizontais, meritocracia e políticas de bem-estar para os funcionários são algumas ações que as empresas estão tomando para se adaptar às mudanças provocadas por essa geração.

As empresas sentiram esta necessidade de rever os seus modelos gestão, porque os jovens da geração Y apresentam uma alta capacidade empreendedora. E isso não diz respeito apenas à vontade de abrir um negócio, mas a capacidade de gerir a própria carreira. Também, os profissionais desta geração são profissionais preparados para enfrentar os desafios de um mundo globalizado. Para reter estes talentos, as empresas precisam, cada vez mais, estar atentos a estas vocações e responder aos anseios desses jovens. Uma forma de mantê-los motivados e engajados é estimular o conhecimento e a atualização profissional. No Ibmec, o aprendizado teórico de sala de aula une-se à prática, para exercitar a capacidade de inovar dos alunos e formar profissionais motivados.

Um dos exemplos práticos é o grupo composto por quatro alunas dos cursos de Engenharia do Ibmec/MG. Orientadas pelos professores, Paulo Henrique Campos Prado Tavares e Carlos Miranda, elas desenvolveram, dentro dos laboratórios da faculdade, um tipo de madeira plástica, um compósito feito da mistura de plástico reciclado e pó de serra. Um dos diferenciais do projeto é o acabamento de madeira de demolição. Outro detalhe importante é o uso de rejeito de mineração fino para dar pigmentação ao material. O trabalho resultou em um material ambientalmente sustentável, com resistência compatível com a da madeira, que pode ser aplicado para a construção de móveis, artigos de decoração, como revestimento e, ainda, em estruturas.

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