Ex-aluna do Ibmec BH conquista bolsa de Mestrado Schwarzman Scholars

Isabela conquista bolsa de Mestrado Schwarzman Scholars, na Universidade Tsinghua

Isabela Christo, ex-aluna do curso de Relações Internacionais do Ibmec BH, é a primeira mulher brasileira a conquistar uma bolsa de estudos para cursar Mestrado, no novo Schwarzman College, na prestigiada Universidade Tsinghua, em Pequim.

Criada para responder ao cenário geopolítico do século XXI, a Schwarzman Scholars é uma bolsa de estudos que tem por objetivo preparar a próxima geração de líderes globais, seja na política, nos negócios ou na ciência.

Desde 2016, quando a turma inaugural foi selecionada, o programa oferece aos melhores e mais brilhantes estudantes do mundo a oportunidade de desenvolverem suas redes profissionais e habilidades de liderança por meio de um mestrado de um ano na Universidade de Tsinghua, em Pequim. A instituição é uma das mais prestigiadas da China e está ranqueada entre as melhores do mundo.

Durante um ano, Isabela e os demais selecionados, cursarão um Masters in Global Affairs, com foco em Políticas Públicas, Economia e Negócios, e Estudos Internacionais. Será um ano de imersão em uma comunidade internacional de pensadores, inovadores e líderes seniores em negócios, política e sociedade. O ambiente é de intenso engajamento intelectual, desenvolvimento profissional e intercâmbio cultural. A experiência tem por objetivo expandir a compreensão dos alunos sobre o mundo e propiciar a criação de uma rede crescente de futuros líderes globais.

A bolsa inclui matrícula, taxas, hospedagem e alimentação, viagens ida-e-volta para Pequim no início e final do ano acadêmico, excursões de estudo no país, livros e materiais didáticos, um laptop e smartphone, seguro de saúde e uma mensalidade para despesas pessoais.

Isabela ressalta que é muita grata ao Ibmec - parte desta conquista. “Percebo o importante papel que o Ibmec e, principalmente os professores, tiveram na minha formação para chegar até aqui.”

 

Veja abaixo, a entrevista que realizamos com a Isabela:

1. Como foi sua experiência no Ibmec? (O que o curso agregou para você? Como te ajudou na vida profissional e pessoal?)

Meus anos de faculdade no Ibmec foram essenciais para as conquistas que tive no mercado de trabalho. A estrutura do curso de Relações Internacionais do Ibmec é única: consegue englobar igualmente as áreas do direito, economia e política e ainda adiciona matérias como marketing e liderança que formam um profissional muito mais capacitado.

Eu não posso deixar de mencionar meus professores a quem sou imensamente grata, que, além de me ensinarem, me aconselharam e recomendaram buscar bolsas e oportunidades internacionais extracurriculares, atividades que foram fundamentais na minha formação. A melhor palavra para descrever a tutoria que recebi seria networking: o Ibmec, por meio de professores com conhecimento e contatos com o mercado, me deu a possibilidade de crescimento muito além da curva. Sempre que precisei, recebi total apoio deles, dentro e fora de sala.

2. Por que você se inscreveu no processo seletivo para participar da Schwarzman Scholars?

Quando estava trabalhando com pesquisa em Washington, DC, comecei a ter mais contato com a área de inovação e empreendedorismo e me apaixonei pelo tema. Decidi, então, procurar mais conhecimento nessa área. O primeiro passo foi me candidatar e ser selecionada pelo Instituto Ling para o Curso de Pós-Graduação em Liderança, na Georgetown University. Após terminar o curso, retornar ao Brasil e fundar a minha empresa, comecei a pensar em fazer um mestrado.

Vi no programa da Schwarzman Scholars a chance única de, além de fazer um mestrado na área que tenho interesse em um importante país como a China, também desenvolver minhas habilidades como líder e ampliar minha rede de contatos mundial.

3. Como foi a experiência no processo seletivo da Schwarzman Scholars?

O processo seletivo é muito rigoroso, uma vez que nos desafia continuamente em cada texto e resposta.  Eles não querem de você respostas prontas, não esperam ouvir exatamente opiniões consensuais. Pelo contrário, querem te conhecer de verdade, e para isso você tem que se conhecer o suficiente para saber explicar e falar sobre você: esclarecer as razões que levaram a assumir as decisões que tomou na sua carreira e porque você seria verdadeiramente um bom candidato para a Schwarzman Scholars.

4. Como foi o processo seletivo?

O processo seletivo é longo e muito competitivo. Este ano foram mais de 2800 candidatos e apenas 147 aprovados. O processo foca não apenas em aptidão acadêmica e capacidade intelectual, mas também no potencial de liderança, espírito empreendedor, capacidade de antecipar e agir sobre tendências e oportunidades emergentes, estrutura de caráter e desejo de compreender outras culturas.

O processo consiste em duas etapas:

  • A primeira etapa, toda aplicada online, consiste no envio de documentos – dentre outros, 3 cartas de recomendação (uma delas foi inclusive do meu ex-professor do Ibmec, Felipe Leroy!), elaboração de redações (“essays”) e de um vídeo de um minuto.
  • Após aprovação na etapa online, há uma etapa presencial. Como se trata de uma seleção mundial, essa etapa é realizada em 3 cidades: Bangkok, Londres e Nova York. Cada candidato é encaminhado para uma dessas 3 cidades, de acordo com o país onde reside. A etapa presencial consiste em uma rigorosa entrevista, onde o candidato é arguido por um painel de 5 entrevistadores (reitores de universidades, CEOs, Jornalistas...) e uma dinâmica em grupo para analisar a interação entre os candidatos.
     

5. Quais são as competências e habilidades que você tem (ou acredita ter) que possam ter facilitado sua seleção no processo da Schwarzman Scholars?

O rigoroso processo seletivo levou em consideração não somente minha formação acadêmica – graduada em Relações Internacionais pelo Ibmec, pós-graduada em Liderança na Georgetown University, como também minhas experiências internacionais, trabalhando com o corpo diplomático brasileiro junto à ONU em Nova York, no Cato Institute em Washington, DC e em outros renomados Think Tanks americanos.

Outro fator que acredito ter sido decisivo na seleção foi minha experiência em inovação e empreendedorismo, por ser co-fundadora e CEO da Soul Kombucha, primeira empresa dedicada a produção exclusiva de kombucha de Minas Gerais.

6. Qual foi o seu maior aprendizado?

Meu maior aprendizado nesse processo foi que o cliché “seja você mesmo” no fundo, é o mais difícil de ser apresentado. Contudo, é a única possibilidade de você enfrentar com confiança um processo de seleção que realmente busca um grande diferencial nos candidatos.

7. Qual é a sensação de ser a primeira mulher brasileira a conquistar a Schwarzman Scholars?

Essa conquista é apenas a demonstração de que nós, mulheres brasileiras, temos plena capacidade de concorrer com qualquer pessoa no mundo de igual para igual e vencer. É uma sensação única, muito gratificante e que traz enorme satisfação, por estar abrindo caminho para que muitas outras mulheres brasileiras acreditem em si mesmas. Pessoalmente, me provoca a reflexão sobre meu caminho trilhado até aqui e as razões e a certeza de estar no rumo certo do projeto profissional que sempre lutei.

 

8. Como ficou sabendo do resultado?

O resultado foi relativamente rápido depois da entrevista em Nova York, em menos de 15 dias recebi a notícia por e-mail que havia sido escolhida.

9. Na sua experiência como um todo, você acredita que fez diferença estudar no Ibmec?
Sem dúvida ter estudado no Ibmec foi parte dessa grande conquista. Durante a minha graduação em Relações Internacionais e, principalmente, com a convivência com meus professores e colegas, fui capaz de descobrir meu potencial e aprender a procurar oportunidades que fossem agregar valor em minha formação pessoal e profissional, sempre acreditando na minha capacidade.

 

 

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