Especialista analisa o mercado atual de varejo no Brasil

Com uma projeção de crescimento de algo em torno de 8% para 2016, (segundo o e-bit), o e-commerce desponta no Brasil em meio a uma resiliente crise no setor de varejo que nos últimos 12 meses teve um decréscimo de -6.5% e em 2016 de -7.3% segundo os últimos dados do PMC (Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE em 12/07/2016). Nos EUA, segundo o US Census Bureau, as vendas online já correspondem a 6.8% das vendas totais do varejo, ou seja, ainda abaixo do crescimento no Brasil.
 
Para Haroldo Monteiro, coordenador da pós-graduação em Gestão Estratégica no Varejo do Ibmec/RJ, “alguns importantes varejistas já mudaram seu foco, e consideram como principal tendência a experiência do consumidor, este sim será o grande propulsor de vendas tanto para lojas físicas como para o e-commerce”. 
 
“No futuro, as lojas físicas passarão a ser consideradas templos de experiência”, acrescenta Haroldo Monteiro. Ele complementa: “como exemplos conhecidos temos a Nike Store que disponibiliza esteiras ergométricas para seus clientes testarem seus produtos 'running'. A Nespresso tem suas lojas físicas como verdadeiros centros de experiência, para degustação de novos cafés e apreciação de lançamentos de seus acessórios para o cliente degustar melhor seus cafés”.
 
Da mesma forma as empresas que queiram ter um crescimento sustentável de seu e-commerce deverão desenvolver também técnicas que possibilitem seus clientes obter toda uma “experiência on-line”. Hoje podemos ter em um clique combinações de peças de roupas, consultores virtuais que dão dicas de qual o melhor look, chats on-line para tirar dúvidas instantaneamente e assim propiciar o cliente fazer suas compras com mais segurança. Esses são apenas alguns exemplos do que já acontece hoje, tanto em lojas físicas como no e-commerce.
 
A receita, segundo Haroldo Monteiro, será “desenvolver novas estratégias para seus negócios, voltadas para a experiência será o futuro daqueles que queiram permanecer no varejo com suas cadeias de lojas. Cabe ressaltar que hoje a grande experiência não é mais do varejista, que adorava discutir com shoppings sobre novos pontos para crescimento de suas cadeias de lojas, e sim do consumidor que estará atento a experiência de compra que sua marca lhe propicia, não sendo o mais importante para ele achar uma loja desta marca a cada esquina”.

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