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Guerra na Ucrânia: um ano de impactos na economia global - por Christopher Mendonça

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Atualizado em

18/03/2026

Guerra na Ucrânia: um ano de impactos na economia global - por Christopher Mendonça

Introdução

Na madrugada do dia 24 de fevereiro de 2022, sob os auspícios do Parlamento russo, o presidente Vladmir Putin autorizou a ação militar que foi chamada por ele de “operação especial” contra a Ucrânia. O território da Bielorrússia foi utilizado como corredor para o posicionamento de tanques na fronteira ucraniana. Um ataque cibernético, que dificultava o contato telemático entre os cidadãos do país foi o ponto de partida da ofensiva que completa um ano nesta semana.

Nos últimos doze meses, a comunidade internacional tem se posicionado contra o conflito na Ucrânia, aplicando sanções econômicas à Rússia, bloqueando contas de autoridades e boicotando produtos russos. Apesar de previsões iniciais de rápida vitória russa, a guerra persiste, impactando a economia global com aumento nos preços do petróleo, insegurança no fornecimento de gás natural e riscos de crise alimentar.

A Rússia, 11ª maior economia mundial, é relevante na produção de energia e grãos, afetando cadeias globais. Sanções elevaram a inflação em diversos países, enquanto a Alemanha e outros países europeus enfrentam vulnerabilidade energética. A FAO alerta para possível emergência alimentar causada pela interrupção do fornecimento de grãos da Rússia e Ucrânia.

No cenário geopolítico, os Estados Unidos demonstram preocupação e buscam alianças; a OTAN atua com cautela; China mantém discurso cauteloso; e o Conselho de Segurança da ONU permanece limitado pelo poder de veto russo. O conflito prolongado provoca instabilidade econômica e incerteza, afetando decisões de negócios e mercados globais.

Christopher Mendonça, professor de Relações Internacionais do Ibmec Belo Horizonte, doutor em Ciência Política (UFMG), pesquisador visitante do Instituto Alemão de Estudos Globais e Regionais (GIGA).

Artigo originalmente publicado pelo Estadão.

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