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Atualizado em
10/11/2025

A ordem do momento é fazer tomadas de decisões e assumir uma liderança empresarial baseada em dados. O que é normal em um mundo cada vez mais orientado por essas inúmeras informações. Assim, empresas do mundo todo estão tentando mudar a lógica pela qual funcionam, buscando condensar inúmeros dados em ideias inovadoras. No entanto, essa ênfase exclusiva nos dados não pode se sobrepor à importância de outros fatores na dinâmica organizacional. Por isso, o papel de uma liderança é profundamente desafiador, pois precisa ponderar essas balizas. Vamos abordar esta complexidade neste artigo, tentando entender como equilibrar diferentes fatores na sociedade da racionalidade para uma liderança de sucesso.
Em um mundo hiper rastreado torna inegável o papel dos dados na identificação de tendências e comportamentos. De acordo com uma pesquisa sobre alfabetização de dados conduzida pela Forrester em 2022, os líderes precisam assegurar que a empresa cultive a cultura de mapeamento e confiança nos dados. No entanto, embora 79% dos líderes afirmem que os colaboradores estão recebendo treinamento em dados, apenas 40% dos funcionários percebem desta forma. Essa discrepância de percepção pode estar conectada a uma outra disfunção na liderança: a ausência de humanização nos processos.
Os fatores socioemocionais, como o engajamento dos funcionários e as relações interpessoais, influenciam significativamente o desempenho e a cultura de uma organização. Ignorar esses aspectos pode levar a problemas de produtividade, baixa moral e alta rotatividade de funcionários. Da mesma forma, os aspectos inconscientes, como preconceitos implícitos e dinâmicas de poder, podem moldar sutilmente as interações e decisões dentro de uma empresa.
Portanto, enquanto os dados fornecem uma base sólida para a tomada de decisões, uma complementação a partir de uma compreensão holística é o diferencial. Um líder precisa conseguir perceber seus colaboradores para além do que eles apresentam na prática coletiva. Uma escuta afetiva, uma percepção das posições e localidades dentro da sociedade faz do planejamento de gestão um resultado concreto e pertinente a todos.
Organizações modernas são como microssociedades e, portanto, a complexidade delas é um tema cada vez mais relevante. Especialmente em um mundo onde a tecnologia molda o comportamento e o comportamento molda a tecnologia, em uma relação mútua. Percebemos uma rápida e profunda transformação que conecta de forma global e traz mudanças culturais que convivem e se complementam.
Dessa forma, para compreender o que uma empresa é atualmente, torna-se necessário levar em consideração todos esses aspectos. Reconhecer que elas são compostas por aspectos técnicos, socioemocionais e inconscientes que as compõem. E claro, que tudo isso precisa se relacionar com os objetivos financeiros e as metas estratégicas.
Assim, compreende-se como os aspectos técnicos as estruturas, processos e sistemas formais dentro de uma organização. Isso inclui hierarquias, políticas, procedimentos operacionais, tecnologias utilizadas e outros elementos tangíveis que sustentam as operações diárias. Os aspectos socioemocionais dizem respeito às interações humanas e relacionamentos. Ou seja, como funciona a cultura organizacional, os valores compartilhados, a comunicação e o clima emocional dentro da organização. Esses aspectos podem influenciar significativamente a forma como os funcionários aderem a um projeto ou não. Bem como a coesão da equipe, a capacidade criativa e a dedicação, logo o ambiente de trabalho como um todo e o resultado final.
Já os aspectos inconscientes se referem às dinâmicas psicológicas e emocionais que podem influenciar o comportamento humano individual e coletivo. São aqueles traços que dão a cara de maneira sutil e muitas vezes não reconhecida conscientemente. Isso pode incluir preconceitos, ideologias, padrões de pensamento e outros fatores que podem afetar as interações e decisões dentro da organização.
Tudo isso é atravessado pela humanidade de quem elabora, executa e vive esses cenários corporativos.
À medida que avançamos nessa era dos dados, as lideranças reconhecem e buscam utilizar dados em suas operações diárias. No entanto, podem negligenciar a necessidade de se preparar para lidar com a humanidade inerente à gestão de pessoas. Isso requer uma ênfase igual à aquisição e aprimoramento de habilidades relacionadas à data science. Ou seja, da mesma maneira que há um investimento em formação hard skills em dados, é efetivo aprender e aprimorar habilidades de gestão de pessoas.
Enquanto as habilidades técnicas e analíticas são fundamentais para interpretar dados e tomar decisões informadas, as habilidades interpessoais são igualmente importantes para liderar equipes de forma eficaz e inspiradora. Isso inclui habilidades como comunicação eficaz, empatia, inteligência emocional, resolução de conflitos, capacidade de motivar e inspirar outros, e adaptabilidade.
Sendo assim, empresas que buscam se alinhar aos objetivos sustentáveis do século, e querem ser bem percebidas por investidores, devem levar em consideração esses requisitos na contratação e formação de seus líderes. Bem como, aqueles que projeto alavancar na carreira, também devem buscar conectar dados e humanização dos processos. Afinal, esses perfis desempenham um papel crucial no alcance dos objetivos de sustentabilidade e no sucesso das políticas ESG (Environmental, Social and Governance).
A formação Ibmec tem um forte apelo à construção de líderes que saibam mesclar essas habilidades. Portanto, em nossos MBAs buscamos tanto a prática baseada em dados e nos insights a partir de relatórios, como também incentivamos aprendizados conjuntos entre os alunos. No dia a dia, os professores orientam sobre as melhores formas de observar e compreender dinâmicas coletivas. Para conhecer mais sobre nossos cursos de pós-graduação, acesse nosso site e acompanhe nossas redes sociais!