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Atualizado em
23/07/2026

O setor energético brasileiro vive um momento de protagonismo. Entre a expansão das fontes renováveis, o avanço da inteligência artificial aplicada e a complexidade regulatória do mercado livre de energia, as empresas do setor não precisam apenas de mais tecnologia — precisam de profissionais capazes de transformar dados e regulação em decisões estratégicas. É nesse cenário que o Ibmec vem consolidando uma estratégia de formação voltada a especialistas que querem construir o futuro da transição energética brasileira.
A transição energética não se resume a investimentos em infraestrutura. Ela exige profissionais que compreendam, ao mesmo tempo, inovação, sustentabilidade, análise de dados e regulação.
O mercado de energia amadureceu, e com ele mudou o tipo de qualificação que os profissionais buscam. Segundo Samuel Barros, diretor de Educação Continuada do Ibmec, no setor já se domina uma visão ampla do negócio e agora há uma procura por formações mais curtas e direcionadas, capazes de resolver desafios pontuais dentro das diferentes matrizes energéticas.
“Os executivos desse segmento estão buscando formações rápidas, claras e objetivas para resolver dessa forma problemas específicos dos diferentes tipos de energia. O profissional já é generalista; agora ele busca, portanto, especializações”, explica Barros.
Depois de lançar, em parceria com o Energy Summit, o MBA em Energytech e Transição Energética Sustentável, o Ibmec redirecionou sua oferta para programas de curta duração, mais alinhados à demanda real do setor: mercado livre de energia, inteligência artificial aplicada, regulação e gestão da transição energética. A instituição também investe em pesquisa aplicada, analisando de forma integrada diferentes matrizes energéticas — sem se limitar a uma única tecnologia — para apoiar empresas, investidores e formuladores de políticas públicas.
A digitalização transformou a rotina de empresas de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia. O uso intensivo de dados, algoritmos de inteligência artificial e modelos de linguagem já é parte estratégica do setor. No Ibmec, essa realidade orienta a formação: os alunos aprendem a usar dados e IA para tomar decisões com impacto econômico, financeiro e sustentável, otimizando operações e apoiando modelos de negócio voltados à descentralização da produção energética.
O ambiente regulatório segue como um dos pontos mais desafiadores do setor elétrico brasileiro. Mudanças de interpretação, segurança jurídica e a evolução do mercado livre de energia impactam diretamente empresas e investidores. Para Barros, o profissional que ignora esse cenário compromete seu posicionamento. “As discussões sobre marco regulatório, mudanças de interpretação e insegurança jurídica são constantes no setor de energia. O profissional que busca um bom posicionamento não pode se dar ao luxo de ser míope nesse ponto. Estar atualizado potencializa, portanto, os negócios e melhora as entregas dos profissionais do setor”, observa o diretor de pós-graduação do Ibmec.
Para o Ibmec, o avanço de fontes como eólica offshore, hidrogênio verde e aproveitamento energético de resíduos não representa a substituição de uma matriz por outra, mas a complementaridade entre modelos de geração — reduzindo riscos e ampliando a capacidade do país de sustentar seu crescimento.
“Sem energia não existe Inteligência Artificial. Sem energia não existe produção nem crescimento. Pensar e trabalhar todas as formas, matrizes e modelos, consolidados ou emergentes, é essencial para construirmos um futuro próspero”, resume Barros.
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